Vilar Carioca, Inhoaíba RJ

Um dos maiores loteamentos da Zona Oeste e o maior de Inhoaíba teve seus lotes vendidos no início da década de 1960 pela Companhia Parque Várzea do Carmo, uma empresa de São Paulo especializada em urbanização, com empreendimentos imobiliários em todo o estado do Rio de Janeiro. No entanto, a companhia deixou a desejar, para dizer o mínimo, com os compradores dos lotes vendidos como regulares em Vilar Carioca.

A Luta Democratica : Um jornal de luta feito por homens que lutam pelos que não podem lutar (RJ) – Ano 1957\Edição 00920

Dez anos após o lançamento do loteamento, os moradores do Vilar Carioca enfrentaram diversos problemas, que foram desde a falta de policiamento na região até a ausência de água encanada e saneamento.

De acordo com uma reportagem do Jornal do Brasil (RJ) – Ano 1982\Edição 00322, os moradores contaram que o terreno do loteamento pertenceria a dois portugueses que retornaram a Portugal sem regularizar as propriedades. Dezesseis anos após a criação do Vilar Carioca, a situação ainda era precária: sem esgoto, com água encanada chegando a poucas moradias, apenas uma linha de ônibus ligando à estação de Inhoaíba e um aumento de invasores que construíram casas no loteamento.

As primeiras ruas do loteamento foram reconhecidas pelo Decreto nº 3.198, de 25/08/1981. São elas: Rua Conceição do Castelo, Rua Florestal, Rua Goianésia, Rua Santa Luzia e Rua Realeza.

É preciso olhar para o passado, como nos ensina o Sankofa, e aprender com ele para compreendermos o presente. Onde o Estado esteve ausente, sem políticas públicas, o crime se proliferou. Foi nos anos 80 e 90 que surgiu no cenário policial Pedro Jorge Gouveia Filho, conhecido como Pedrinho Maluco. Morador de Vilar Carioca e carpinteiro, teria um familiar sido executado pelo chefe do tráfico do Vilar Carioca, se vingado e assumido o posto. Ele se tornou um dos três nomes mais temidos no tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Para ele, o tráfico era um serviço como qualquer outro. Pedrinho Maluco ficou famoso por sua reputação de caçador de policiais e estupradores, sendo temido e admirado por suas obras comunitárias e por seu rígido código de punições. Até mesmo a escultura de um Cristo foi colocada em frente a uma escola pública a mando do Pedrinho Maluco em substituição a um cruzeiro. Nessa mesma escola bailes icônicos foram celebrados com presenças internacionais. Ele foi preso em 1996 em Brasília, no ano anterior em junho de 1995 o loteamento foi ocupado pelo Regimento da Policia Montada. Numa saída temporária em 2013 se evadiu da prisão de Bangu e mais tarde em 2018 ele foi preso em São Paulo.

Somente na no final anos 90 a prefeitura fez uma tomada de preços para execuções de infra estrutura do loteamento. E alguns lotes foram inscritos no Núcleo de Regularização de Loteamentos da cidade do Rio de Janeiro.

Jornal do Commercio (RJ) – Ano 1995\Edição 00127

No início dos anos 2000, surge em toda Zona Oeste uma organização paramilitar com direito a um atentado com bomba na delegacia de Campo Grande e também se instala na região do Vilar Carioca.

No cenário cultural do Vilar Carioca, surge o Grêmio Recreativo Escola de Samba União Vilar Carioca Fundada em 5 de janeiro de 2020, suas cores são vermelho, branco e ouro. A escola, que faz parte da Superliga Carnavalesca, está no Grupo de Avaliação. Para saber mais sobre a escola e seus últimos enredos, siga seu Instagram.

Rodrigo Freitas Fernandes Moraes, o cantor Major RD, cria de Vilar Carioca é considerado o orgulho da região. O rapper e compositor e já fez show no Rock in Rio. Bem como Laura Vitória, moradora do Vilar Carioca, que conquistou o Campeonato Brasileiro de Judô, na categoria Sub-13 -28Kg em 2024.

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